Enviado por luisnassif, ter, 05/10/2010 - 18:10Por Ronaldo Martins
Nassif,
Pastor presbiteriano e doutor em Ciências Políticas (prof. da Universidade Federal de Alfenas).
ELEIÇÕES 2010 E OS APROVEITADORES DA BOA FÉ E DA CREDULIDADE EVANGÉLICA
Rev. Sandro Amadeu Cerveira (02/10/10)
...
O mais surpreendentemente, porém foi o absoluto silêncio quanto ao candidato José Serra.
O candidato tucano foi curiosamente poupado. Somente a campanha adversária lembrou que foi ele, Serra a trazer o aborto para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) [4].Enquanto ministro da saúde o candidato do PSDB assinou em 1998 a norma técnica do SUS ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez [5]. Fiquei intrigado que nenhum colega pastor absolutamente contra o aborto tenha se dignado a me avisar desta ?barbaridade?.
Também foi de estranhar que nenhum pastor preocupado com a legalização das drogas tenha disparado uma enxurrada de-mails alertando os evangélicos de que o presidente de honra do PSDB, e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defenda a descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal [6].
Por fim nem Malafaia, nem os boateiros de plantão tiveram interesse em dar visibilidade a noticia veiculada pelo jornal a Folha de São Paulo (Edição eletrônica de 21/06/10) nos alertando para o fato de que ?O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira ser a favor da união civil e da adoção de crianças por casais homossexuais.? [7]
Depois de tudo isso é razoável desconfiar que o problema não esteja realmente na posição que os candidatos tenham sobre o aborto, união civil e adoção de crianças por homossexuais ou ainda a descriminalização da maconha. Se o problema fosse realmente o comprometimento dos candidatos e seus partidos com as questões acima os líderes evangélicos que abominam estas propostas não teriam alternativa.
A única postura coerente seria então pregar o voto nulo, branco ou ainda a ausência justificada. Se tivessem realmente a coragem que aparentam em suas bravatas televisivas deveriam convocar um boicote às eleições. Um gigantesco protesto a-partidário denunciando o fato de que nenhum dos candidatos com chances de ser eleitos tenha realmente se comprometido de forma clara e inequívoca com os valores evangélicos. Fazer uma denuncia seletiva de quem esta comprometido com a ?iniqüidade? é, no mínimo, desonesto.
Falar mal de candidato A e beneficiar B por tabela (sendo que B está igualmente comprometido com os mesmo ?problemas?) é muito fácil. Difícil é se arriscar num ato conseqüente de desobediência civil como fez Luther King quando entendeu que as leis de seu país eram iníquas.
Termino dizendo que não deixarei de votar nestas eleições.
Não o farei por ter alguma esperança de que o Estado brasileiro transforme nossos costumes e percepções morais em lei criminalizando o que consideramos pecado. Aliás tenho verdadeiro pavor de abrir esse precedente.
Não o farei porque acredite que a pessoa em quem votarei seja católica, cristã ou evangélica e isso vá ?abençoar? o Brasil. Sei, como lembrou o apóstolo Paulo, que se agisse assim teria de sair do mundo.
Votarei consciente de que os temas aqui mencionados (união civil de pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, descriminalização de algumas drogas entre outras polêmicas) não serão resolvidos pelo presidente ou presidenta da república. Como qualquer pessoa informada sobre o tema, sei que assuntos assim devem ser discutidos pela sociedade civil, pelo legislativo e eventualmente pelo judiciário (como foi o caso da lei de biossegurança) [8] com serenidade e racionalidade.
Votarei na pessoa que acredito representa o melhor projeto político para o Brasil levando em conta outras questões (aparentemente esquecidas pelos lideres evangélicos presentes na mídia) tais como distribuição de renda, justiça social, direitos humanos, tratamento digno para os profissionais da educação, entre outros temas. (Ver Mateus 25: 31-46) Estas questões até podem não interessar aos líderes evangélicos e cristãos em geral que já ascenderam à classe média alta, mas certamente tem toda a relevância para nossos irmãos mais pobres.
______________________ NOTAS
[1] As afirmações que faço ao longo deste texto estão baseadas em informações públicas e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação. Apresento os links dos jornais e documentos utilizados para verificação.
[2] www.hospitaldalma.com/2010/07/o-cristao-verdadeiro-nao-deve-votar-na.html
[3]ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/marina+rebate+declaracoes+de+pastor+evangelico+silas+malafaia/n1237789584105.html
Ver também www1.folha.uol.com.br/poder/805644-lider-evangelico-ataca-marina-e-anuncia-apoio-a-serra.shtml
[4]blogdadilma.blog.br/2010/09/serra-e-o-unico-candidato-que-ja-assinou-ordens-para-fazer-abortos-quando-ministro-da-saude-2.html
[5] www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf
[6] www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=856843&tit=FHC-e-intelectuais-pedem-legalizacao-da-maconha
[7] www1.folha.uol.com.br/poder/754484-serra-se-diz-a-favor-da-uniao-civil-e-da-adocao-de-criancas-por-gays.shtml
[8] www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=206 Fonte: Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte (www.segundaigreja.org.br)
Serra se diz a favor da união civil e da adoção de crianças por gays
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 13h33.
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira ser a favor da união civil e da adoção de crianças por casais homossexuais.
"Tem tanto problema grave de crianças abandonadas no Brasil. Isso vale para qualquer tipo de casal, qualquer tipo de pessoa. Não vejo por que não aprovar isso", disse ele durante sabatina da Folha.
O tucano disse ser a favor, "em geral", de ações afirmativas. Ele defendeu o modelo adotado pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). "Na Unicamp você tem pontos se você veio de escola pública, se tem cor negra. É diferente e tem funcionado bem."
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Candidato do PSDB à Presidência, José Serra participa de sabatina da Folha e do UOL
Serra afirmou que não é a favor da descriminalização das drogas e disse que não mexeria na atual legislação sobre o aborto. "Liberar o aborto criaria uma verdadeira carnificina no país."
PV
Após o PSDB nacional oficializar apoio neste fim de semana à candidatura de Fernando Gabeira (PV) ao governo do Rio de Janeiro, o tucano afirmou hoje que Gabeira é "um grande quadro" de sua geração. O palanque do deputado no Rio está dividido entre ele e Marina.
Questionado sobre se acha que herdará os votos de Marina num eventual segundo turno com Dilma, Serra afirmou que adoraria. "Eu adoraria ser o herdeiro, mas a decisão não é minha, é dos eleitores."
O tucano disse não concordar com a hipótese levantada de que Marina está lhe poupando na campanha."Eu até toparia uma tabelinha, mas eu não acho que a Marina esteja fazendo algum viés, não. Agora, eu tenho uma proximidade grande com a área ambiental. Me considero um ambientalista. Mas não há nenhum tipo de entendimento político", afirmou Serra.
"O blog de Altamiro é uma grande referência pra quem gosta de sacar o que rola do outro lado de vejas, globos e afins.
Quanto ao tema do aborto, realmente uma pena que tenha caído na pauta eleitoral desta maneira.
Tenho certeza que, em suas consciências, tanto Serra quanto Dilma são a favor da legalização. Ele, como ministro da Saúde, sabe o mal que a criminalização causa em mulheres, especialmente mais pobres. Ela, por sua trajetória, sabe o quanto esta luta é cara ao movimento feminista (ou melhor: aos movimentos feministas.
Durante a campanha, porém, Dilma saiu pela tangente quando confrontada com esses movimentos. Disse que a lei com relação ao aborto era boa e deveria continuar assim. A sorte (ou o azar?) é que diversas correntes do PT e de partidos aliados defendem a legalização abertamente - assim como o atual ministro da Saúde, José Gomes Temporão (que, médico sanitarista, é muito melhor que Serra jamais foi nessa pasta).
Serra é um cagão simplesmente pq se esquiva dessa pauta, como se esquiva do casamento entre pessoas do mesmo sexo, como se esquiva da discussão legítima sobre liberdade de expressão (escorando-se nas pautas da velha mídia).
Lamentável, realmente lamentável, que o fundamentalismo cristão seja tão forte no Brasil. Daqui a pouco, vamos perder a moral para falar mal do Talibã.
Em tempo: neste segundo turno, minha campanha é mais ANTI-SERRA do que PRO-DILMA. Vou votar no 13 pelos seguintes motivos:
1- Serra explicitamente declarou-se contra os processos de conferência (educação, saúde, comunicação, direitos humanos), que vêm acontecendo desde o governo FHC e que foram responsáveis pela proposição e monitoramento de diversas políticas públicas. Participei de muitas nas organizações de que participo.
2- Serra explicitamente declarou-se contra o Plano Nacinoal de Direitos Humanos (PNDH-3), que estabelece uma série de diretrizes para as políticas de direitos humanos no Brasil. Fato que a maior parte das propostas requer discussões maiores no congresso, mas este documento (mais um produzido com grande participação da sociedade civil) é uma referência para diversas políticas. Por conveniência e para fazer jogo de cena com seus parceiros militares, igrejistas e radiodifusores, Serra vem esculhambando o PNDH. Por isso, voto contra.
3- Serra explicitamente declara-se contra investimentos em comunicação pública (como a TV BRasil), assim como políticas de democratização da comunicação (como as propostas tanto no PNDH-3 quanto na I Confecom (conferência que reuniu inclusive diversos radiodifusores, e contra a qual Serra uniu forças com Veja e Globo)
Como vocês vêm, não estou falando de boatos ou suposições. Não tou comparando governos nem fazendo concurso de simpatia. O fato é que eu e os movimentos de que participo temos pautas diametralmente opostas ao que o candidato José Serra (que pode ser honesto, bom pai, simpático, bom tocador de violão, o caralho) promete praticar. Por conta disso, simplesmente não dá para corroborar com sua candidatura, muito menos abster-se de contribuir para sua derrota."
Acordei nesta quarta-feira com duas noticias envolvendo a autora de novelas Gloria Perez. Ela invadiu a internet com declarações sobre o assassino de sua filha, Guilherme de Pádua, que já cumpriu pena por esse crime. Primeiro, ela declarou que achava um absurdo o Guilherme se declarar convertido, e ainda, segundo as próprias palavras delas, “todo bandido no final vira pastor”. Confesso que isso me indignou um pouco, pois tenho muitos amigos pastores e nenhum deles para chegarem ao pastorado tiveram que cometer um crime. Entendo a dor dela como mãe quando na época perdeu a filha de forma brutal, mas envolver e questionar algo tão grande como a conversão em seus problemas traumáticos aí já é passar um pouco dos limites.
A segunda declaração foi sobre o programa do Ratinho (STB) que vai entrevistar o Guilherme de Pádua. A Gloria Pérez achou um absurdo o STB permitir algo desse tipo e que iria processar o programa caso a entrevista fosse realizada, por que ela acredita que criminosos não deveriam ter voz na mídia. Só que a autora “Plim Plim” se esquece que a rede Globo entrevistou a Susane Richthofen, o casal Nardone e muitos outros, e ninguém nunca fez nenhum tipo de censura.
Essas duas declarações me chatearam por dois motivos, o primeiro que a rede Globo junto com sua corja de funcionários não tem moral alguma para falar de criminalidade, decência e qual quer coisa do gênero, por que a emissora que promove o homossexualismo, a prostituição e o satanismo como ela faz, não tem condições de falar de ninguém. E sem contar a permissividade do uso de drogas por parte de funcionários e atores dentro da própria emissora. O segundo motivo, é simples. O que essa mulher (Gloria Pérez) e a rede Globo entende de CONVERSÂO, de mudança de vida, se tudo que eles fazem é pregar contra isso.
Então, eu não sei se o Guilherme de Pádua é um convertido, não sou eu que deve julgar, Deus o faz. Mas se você quer saber se eu acredito em conversão de um assassino, eu digo sim. Não há coração que Deus não quebrante ou venha transformar em carne, sensível a sua voz.
O consumo e a uso de água não tratada e poluída matam mais do que todas as formas de violência, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (22), no Dia Mundial da Água, em Nairóbi, no Quênia, na África. O documento intitulado Água Doente foi elaborado pelo Programa para o Meio Ambiente da das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês). Sem informar números, o estudo afirma que milhares de crianças e adultos morrem por ano em decorrência da “água doente”. Por isso, alerta para a necessidade de adoção de medidas urgentes.
De acordo com o relatório, as populações urbanas deverão dobrar de tamanho nas próximas quatro décadas. A projeção é que os números subam dos atuais 3,4 bilhões para mais de 6 bilhões de pessoas. Nas grandes cidades já há carência de gestão adequada das águas residuais em decorrência do envelhecimento do sistema, de falhas na infraestrutura ou de esgoto insuficiente.
“Isso significa que mais pessoas agora morrem [por causa] de água contaminada e poluída do que de todas as formas de violência, inclusive guerras. A água contaminada é também um fator chave no aumento de vidas vegetais e animais mortas em mares e oceanos de todo o mundo”, diz o documento, informando que 2 bilhões de toneladas de resíduos são jogadas em águas de todo o mundo por ano.
Segundo o documento, substâncias que compõem um poluente de águas residuais, como nitrogênio e fósforo, podem ser úteis na produção de fertilizantes para a agricultura. O alerta é acompanhado pela informação de que 10% da população mundial consomem alimentos alimentos cultivados com águas residuais para irrigação e adubação.
“É um desafio que vai aumentar, pois o mundo sofre rápida urbanização e industrialização, além de crescente demanda por carnes e outros alimentos, a não ser que se tomem medidas decisivas”, adverte o estudo.
Todos nós sabemos apreciar coisas como humildade, mansidão, lágrima amiga, busca de relações justas, intrepidez na perseguição da paz e da reconciliação, e coragem de consciência para suportar o antagonismo, sem ódio, porém com determinação e com o espírito contente por estar andando no mesmo caminho dos profetas que viveram antes de nós.
Bem, isto se a pessoa que encarne esses conteúdos não estiver entre nós e os nossos interesses. Isto porque, do contrário, à semelhança do que nossos pais fizeram, nós também os alijamos de toda possível presença e influência.
Tais pessoas são boas quando é bom pra gente, e ruins quando achamos que é contra a gente. Daí o profeta nunca ter honra em sua própria terra, pois a des-instalação que ele causa é de natureza profunda e visceral demais.
No entanto, quando sentei aqui para escrever, o que me moveu foi o fato de estar pensando como a gente é capaz de gostar da virtude, desde que ela ande bem longe de nós. Aliás, a gente elege certas pessoas como santas e virtuosas a fim de que elas cumpram esse papel pela raça humana, e bem longe de nós. Por isto os seres admirados sempre serem de terras distantes ou épocas remotas. E, assim, nos condenamos naquilo que aprovamos, pois chamamos a esses tais de virtuosos, mas não lhes imitamos o caminhar.
De fato, quem tem alguma coisa contra uma pessoa ser sempre ensinável e sempre pronta a crescer? Bem, dos humildes é o reino dos céus.
Quem se insurge contra a idéia de que seja bom que alguém seja capaz de se conter, e que exerça domínio sobre si mesmo? Ora, os mansos herdarão a terra.
Quem terá alguma coisa contra a pessoa que é capaz de expressar sentimentos e de chorar com solidariedade e com senso de propriedade e de intensidade? O que se garante é que o que choram serão consolados.
Quem desgosta da existência de pessoas boas e justas, e que não conseguem ter nenhuma satisfação pessoal em qualquer ganho que empobreça os outros? Os que têm fome e sede de justiça serão fartos.
Quem se entristece pela existência de gente que olha a vida com olhar limpo e puro, e que não carregue julgamento no coração contra o seu próximo? Ora, está dito que os limpos de coração verão cada vez mais a face de Deus.
Quem se sente mal com o fato de haver pessoas que sempre se empenham pela paz? Ou não está dito que os pacificadores serão chamados filhos de Deus?
Quem se ressente da existência de pessoas que não transigem contra suas consciências em nada do que diga respeito à essência da vida, ainda que o preço seja a perseguição? Acerca desses se diz que devem alegrar-se, especialmente se a resistência tiver sido pela consciência do Evangelho, pois este é o galardão do profeta.
Ora, se é assim, então por que não buscamos viver assim?
Só há uma resposta: É porque não cremos!
De fato, a cada dia mais eu acredito que o caminho da Graça nos leva a andar nessa trilha pela fé, e que à medida em que se caminha, tudo vai se tornando felicidade espiritual. Sim, tudo vira bem-aventurança.
Porém, sem fé no caminho, ninguém dá nenhum passo.
Chegamos naquele ponto da caminhada na qual toda confissão se faz acompanhar Daquela Voz que diz: “Vai, tu, e procede de igual modo”.
Jesus disse que este o modo de ser e ver no Caminho. Quem crê que almeje em fé esse existir. Esta é a vereda da Graça, e que é vivida em verdade somente deste modo.
O fruto da Graça é felicidade, é bem-aventurança no ser. Felicidade espiritual é a promessa do Caminho ao caminhante. A verdade não tem uma cara, mas tem um modo de ser existencial. E o fruto que recebe a bem-aventurança, é esse modo de ser da verdade.
Recebi nessa semana um e-mail de um homossexual criticando o meu blog e ameaçando de me denunciar por ter feito uma exegese no texto de 1 Coríntios 6:9. Ele afirma que eu fui “preconceituoso, agressivo e desrespeitoso com todos os homossexuais”, afirmou ainda que esse blog deveria ser retirado do ar e eu processado. Bem, faço minha defesa através dessa carta:
Ao fazer a exegese de 1 Coríntios 6:9 (ver nos marcadores exegeses e 1 coríntios) a minha intenção foi de esclarecer, mediante pedido feito por um internauta, o que os textos em grego correspondente a esse texto diziam de fato. E a Bíblia (1Co 6:9), e não eu, diz que os homossexuais passivos e ativos não entraram no reino dos céus. Desta forma, que o meu interesse nunca foi de ser “preconceituoso, agressivo e desrespeitoso” com ninguém, apenas quero, de forma bíblica, pedagógica e séria, esclarecer assuntos dos nossos dias e em que a Bíblia retrata com clareza e transparência. De tal forma, que o único ser que deveria ser processado aqui era Deus, pois a palavra é dEle e Ele diz o que o seu conceito soberano achar melhor. È claro, caro leitor do meu blog, que eu não quero que você levante processo contra Deus (vai que alguém acredita), e sim, que você entenda que a condenação para esse tipo de prática vem de uma instancia mais alta e mais antiga do que nós.
Acho interessante, que dizer que todo pastor é ladrão não é algo feio, mas falar que a Bíblia condena o homossexualismo isso é. Por isso reafirmo o texto de 1 Coríntios 6:9, porque ele relata a vontade do meu Deus. Se esse texto afeta a conduta de muitos, que seja mudado o comportamento desses mesmos e a Bíblia permaneça para todo sempre. Prefiro ser condenado por falar a verdade do conhecer e me calar diante dos caprichos humanos. Que Deus me ajude a permanecer fiel.
Ontem, dia 02 de janeiro de 2010, pela primeira vez tive a oportunidade de levar minha querida esposa Renata ao Salão do Reino perto aqui de casa, para que ela conhecesse o ofício religioso de lá. Ela há muitos anos é evangélica, e teve pouco contato com a imensa quantidade de grupos religiosos que explodem por todos os lados nesse nosso Brasil varonil, e por isso decidimos que, sempre que possível, iremos visitar um templo diferente aos sábados, desde que isso não atrapalhe nossa programação oficial e familiar. Graças a Deus fui presenteado com uma esposa de mente bem aberta, que deseja aumentar seu conhecimento sobre o mundo que a cerca, e não uma dessas pessoas fanáticas cuja única visão de vida se circunscreve ao seu próprio umbigo.
Como fui Testemunha de Jeová por 16 anos, e desejoso de que ela visse de perto como funciona a minha antiga religião (que, não se pode negar, em muitos aspectos é bem mais organizada e direcionada que a maioria das igrejas evangélicas por aí), escolhi o Salão do Reino. Pois bem. Como sempre é feito, a congregação local nos recebeu bem, nos acomodamos em cadeiras bem duras (a pobre Renata ficou com as costas doendo depois...) e em menos de dois minutos iniciou-se a reunião. Cânticos no novo cancioneiro (muito bonita a capa! Parabéns ao desenhista). As músicas entoadas são as mesmas, só mudaram as letras, que a meu ver ficaram mais fáceis. Há uma teoria de que a mudança se deu por causa da quantidade de canções escritas por pessoas que agora estão desassociadas, mas deixemos esse assunto para outro dia.
Após a oração, começa o discurso público. O tema exposto pelo orador (muito bom, por sinal) discorria sobre manter-se desperto. Como sempre, enfatizou-se a necessidade de se injetar doses cavalares de “estudo pessoal” nas veias, ou seja, ler e reler as publicações da Torre. Creio que minha esposa tenha ficado admirada com a quantidade de textos bíblicos lidos, pois não se parava de consultar as Escrituras (como especialista em comunicação, eu sei que isso é estratégia para evitar que o ouvinte raciocine por conta própria, pois a profusão de citações de vários autores faz com que a mente fique atenta, não ao que se diz, mas a qual será a próxima citação).
No estudo de A Sentinela, recebemos emprestado um exemplar, e minha esposa achou interessante o método de perguntas e respostas. Como ela é da área de RH, e está acostumada a participar de seminários e debates, disse-me que achou muito bom que “o estudo seja aberto a opiniões”, que as pessoas possam comentar o que aprenderam. Bom, depois vou ter que explicar a ela que aquilo é tão-somente um condicionamento mental também, que ninguém dá sua opinião em nada, mas simplesmente ou lê o que está no parágrafo ou comenta “com suas palavras” na forma de ruminação do conteúdo. Isso mesmo. A pessoa lê, mastiga e depois rumina o mesmo material que leu, sem adicionar nada de si mesmo, sem correlacionar com pontos pessoais que aprendeu de uma leitura própria apenas da Bíblia. Lamentável. Esta poderia ser uma excelente oportunidade de discutir os rumos e necessidades da Organização, das congregações e de seus membros, mas se reduz a uma seção de sabatina teocrática, mecânica e ideologicamente direcionada.
Mas vamos ao motivo da escrita deste texto. Trata-se de uma observação ao estudo de A Sentinela da semana, na edição apenas para a congregação de 15 de novembro de 2009.
Bom, o tema estudado versava sobre as orações, o que elas revelam sobre cada um de nós. Achei muito bacana a abordagem, e realmente não saí dali vazio ontem à noite. O problema foi quando se chegou ao finalzinho da consideração, no tópico sobre “orações públicas”.
Um dos últimos parágrafos discorre sobre qual posição se deve assumir ao se ouvir uma oração pública. Claro que, por ser uma forma de adoração, orar é um momento solene e de devoção a Jeová. O orador deve saber usar suas palavras, sem o que a assistência não poderia dizer “amém” (que assim seja). Igualmente, os ouvintes precisam demonstrar a necessária e devida reverência, tanto por ouvir com atenção como por adotar uma postura física louvável. Ponto para eles, estão certos. Citam-se textos bíblicos em apoio ao argumento.
A celeuma se forma, contudo, no restante do material. Sem citar nenhuma base bíblica, mas apenas a “autoridade” imposta pela ATCJ (novo nome da Sociedade Torre de Vigia no Brasil – Associação das Testemunhas Cristãs de Jeová), diz-se que não seria apropriado realizar orações públicas por meio de um círculo de orações, em que as pessoas dessem as mãos. O argumento “bíblico” da revista? Isso poderia desviar a atenção de alguns, principalmente dos que ‘estivessem visitando a reunião e não estivessem acostumados com as nossas crenças’. Outro ponto abordado foi que um casal até pode dar as mãos durante uma oração pública, de maneira discreta, mas será que podem se abraçar, ainda que também de forma discreta, mesmo que apenas demonstrando uma singela união como marido e mulher? Que nada! Isso é proibido nos Salões do Reino a partir de hoje! A justificativa? Tal atitude ‘poderia desviar a atenção dos outros’, ou mesmo demonstrar que o casal estaria dando ‘mais atenção ao seu relacionamento romântico’ que à adoração a Deus.
Não sei se minha esposa notou, mas fiquei extremamente aborrecido com essa parte do ensino. Deu-me vontade de levantar a voz na hora e redarguir, mas por uma questão de ética e respeito (e por estar na “casa dos outros”) preferi me calar.
Indignei-me por várias razões: primeiro, o Corpo Governante não teve sequer a coragem de fundamentar de modo explícito suas opiniões próprias em nenhum versículo bíblico. Foram demasiadamente abrangentes, utilizando princípio da necessária reverência a Deus, que é demasiadamente amplo, como desculpa para impor mais uma proibição aos irmãos. Agora nem mesmo abraçar sua esposa durante a profissão de uma oração pública a pessoa pode, num gesto de amor e de achego, demonstrando que Jeová está presente naquela união, como a base primária do cordão tríplice que “não pode ser prontamente rompido em dois” (Eclesiastes 4:12). Ou seja, a ATCJ quer romper esse cordão, essa intimidade do casal diretamente com Jeová, durante o momento mais íntimo de comunicação com Deus, em nome de uma regra eminentemente humana.
Tal tipo de argumento é também falho, pois impede, por extensão, que você demonstre seu carinho e união a outros membros de sua família. Isso significa que, da mesma forma, agora você nem mesmo poderá abraçar e ser abraçado por seus próprios filhos durante uma oração no Salão do Reino ou numa Assembleia. Ah, e esqueçam as demonstrações de amizade sincera que de vez em quando se veem nas ilustrações das publicações e em alguns vídeos da ATCJ, principalmente em países latinos e africanos, regiões em que, culturalmente, as pessoas são naturalmente muito “pegajosas”. Dessa forma, estão ameaçados de serem desfeitos, ou pelo menos afrouxados, os laços familiares e de amizade seladas sob a união que pode ser fruída durante uma oração ao Pai Celestial, em conformidade com a prece de Jesus em João 17:11: “Santo Pai, vigia sobre eles por causa do teu próprio nome que me deste, para que sejam um, assim como nós somos”.
Outro ponto que me deixou muito frustrado com o argumento do Corpo Governante: o fato de eles substituírem, como sempre fazem, a responsabilidade de suas opiniões humanas próprias pela da “Transferência deConsciência Coletiva Tejotiana”, como eu costumo falar. Como assim? Lembremo-nos de que, ao se falharem as expectativas do Armagedom em 1975, mesmo as publicações da Sociedade por anos e anos antes disso darem como certo o fim do Sistema de Coisas naquele ano (a história comprova isso), o Corpo Governante asseverou, na A Sentinela de 15 de setembro de 1980, páginas 17 e 18, parágrafo 6, que a culpa era dos irmãos de maneira individual:
“Caso alguém tenha ficado desapontado, por não seguir este raciocínio, deve agora concentrar-se em reajustar seu ponto de vista, por não ter sido a palavra de Deus que falhou ou o enganou e lhe causou desapontamento, mas, sim, seu próprio entendimento baseado em premissas erradas” (grifo meu).
Ou seja, é costume do CG transferir sua opinião para os do “povo de Jeová”, como se a ideia fosse dos pobres irmãos, como se isso partisse das congregações, e não da Sede mundial nos EUA! Assim, diz-se que “alguns podem ficar constrangidos” ou “pode-se desviar a atenção de alguns” caso a pessoa dê as mãos ou abrace seu amigo, parente ou cônjuge durante a oração. Mas, na realidade, a ordem vem de cima para baixo, e não ao contrário. Todos sabem que não existe nada que se aproxime de uma democracia nas Testemunhas de Jeová, ou mesmo de uma consulta colegiada, ou de colheita de opiniões. A palavra do CG (Corpo Governante) é lei, mesmo que isso não esteja claramente demonstrado na Bíblia ou seja contrário à cultura local sadia, e ponto final. É o que eles querem que os seguidores pensem, que se trata de uma “Teocracia”, um governo de Deus, em contraponto com a Democracia, ou seja, um governo em que a opinião de todos os afetados é ouvida, em que as discussões são abertas e em que se tira a decisão conforme o consenso da maioria. Nas palavras de Winston Churchill, “a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”.
Além do mais, vamos ser francos: se durante as orações 99% da assistência está de olhos fechados, como o fato de eu ou meu irmão estar abraçado com sua esposa/esposo pode desviar a atenção? Só se aquele que se propõe a ter sua atenção desviada já esteja assim, quer dizer, prestando atenção nos outros, ou seja, de olhos abertos!!!! Me poupe, viu????!!!!
Enfim, mais uma vez, como em tantas outras, a Associação Torre de Vigia demonstra ser realmente uma religião que segue de perto a Bíblia. Ah, mas como assim? Segue perto mesmo é o seguinte texto: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o décimo da hortelã, e do endro, e do cominho, mas desconsiderastes os assuntos mais importantes da Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Estas eram as coisas obrigatórias a fazer, sem, contudo, desconsiderar as outras. Guias cegos, que coais o mosquito, mas engolis o camelo!” (Mateus 23:23-24).
Enquanto para o CG abraçar seu cônjuge durante uma oração pública é errado, outras facetas da reverência a Deus quando fazemos nossas orações são relegadas a segundo plano, ou mesmo esquecidas. Deve-se lembrar que orar é um momento especial de adoração a Deus, e não apenas uma hora do dia em que “batemos um fio” para o Divino Criador. Por isso, como em qualquer ato de adoração, orar deve ser uma ocasião de reflexão tanto mental quanto corporal, pois o corpo precisa estar em harmonia com a nossa mente nessa hora.
Quanto às atitudes físicas adotadas por pessoas que se dirigem a Deus em oração, quer dizer, durante orações públicas, pois as orações pessoais são apenas entre a pessoa e Jeová, a Bíblia, por exemplo, deixa depreendido em Mateus 11:25 que Jesus estava de pé em frente a uma multidão quando orou; além disso, lemos sobre Jesus ter orado prostrando-se com o rosto em terra (em oração junto com Pedro e os dois filhos de Zebedeu, logo, uma oração pública - Mateus 26:39); ademais, segundo a Bíblia, ajoelhar-se é também costume cristão, inclusive publicamente (Atos 21:5-6; Efésios 3:14), e mesmo de olhos abertos não há nada de errado, pois o próprio Cristo fez isso, conforme se lê em João 17:1. Ademais, uma coisa que nunca vi Testemunha de Jeová nenhuma fazendo: orar com as com mãos levantadas (1 Timóteo 2:8). Mesmo que isso não seja uma regra formal, uma lei bíblica, é sugestivo e digno de atenção, pois até mesmo lemos que o ressuscitado Senhor Jesus Cristo levantou as suas mãos para abençoar seus discípulos em Betânia (Lucas 24:50). Não precisa dizer que isso foi feito por meio de uma oração, não é?
Adicionalmente, vejamos como Salomão orou publicamente por ocasião da dedicação do Templo:
“E Salomão começou a ficar de pé diante do altar de Jeová, na frente de toda a congregação de Israel, e então estendeu as palmas das suas mãos para os céus; e prosseguiu, dizendo: ‘Ó Jeová, Deus de Israel, não há Deus igual a ti nos céus em cima, nem na terra embaixo, guardando o pacto e a benevolência para com os teus servos que andam diante de ti de todo o seu coração [...]”.
Em Esdras 9:4, 5, lemos a maneira como foi feita uma oração pública pelo escritor desse livro:
“Ajuntaram-se também a mim todos os que tremiam por causa das palavras do Deus de Israel contra a infidelidade do povo exilado, enquanto eu estava sentado aturdido até a oferta de cereais da noitinha. E por ocasião da oferta de cereais da noitinha pus-me de pé da minha humilhação, estando rasgadas a minha veste e a minha túnica sem mangas, e passei a dobrar os joelhos e a estender as palmas das minhas mãos a Jeová, meu Deus”.
Outras referências a esse costume (repito: não é ordenança!!!) podem ser vistas especialmente nos Salmos. É interessante lermos o Salmo 28:2: “Ouve a voz dos meus rogos quando clamo a ti por ajuda, quando levanto as mãos para o compartimento mais recôndito do teu lugar santo”, e Salmo 63:4, ele diz: “[...] em teu nome levantarei as minhas mãos”. No Salmo 141:2, Davi diz: “Seja minha oração preparada como incenso diante de ti, a elevação das palmas das minhas mãos como a oferta de cereais da noitinha”.
Quanto a esses assuntos, a pedra de toque sempre será o que Paulo disse em 1 Coríntios 4:6 – “Agora, irmãos, estas coisas passei a aplicar a mim mesmo e a Apolo, para o vosso bem, para que, em nosso caso, aprendais a [regra]: ‘Não vades além das coisas que estão escritas’, a fim de que não fiqueis individualmente enfunados a favor de um contra o outro”. Não é sábio querer impor regras e costumes a momentos tão particulares de adoração da pessoa. Nada há na Bíblia que proíba a mim de permanecer abraçado a minha esposa, ou a meus filhos, ou a um amigo meu durante uma oração pública. Infelizmente, quem se sentir incomodado por essa atitude tão bonita é que deve estar errado, pois está de olhos abertos (o que não é errado) durante um momento que deveria ser de concentração, e, pior ainda, está prestando atenção na vida alheia, desobedecendo, agora sim, a ordens bíblicas claras (1 Timóteo 4:16 – “Presta constante atenção a ti mesmo e ao teu ensino”; 1 Pedro 4:15 – “No entanto, nenhum de vós sofra como [...] intrometido nos assuntos dos outros”).
Resumindo, tal atitude expressa pela letra de A Sentinela de 15 de novembro de 2009, primeiro artigo de estudo, mostra mais uma vez a grande sabedoria que Deus me deu ao me desligar da Associação Torre de Vigia. Ser cristão é ser livre, não para se fazer o que se quer, mas para experimentar a Graça de Deus (sua Benignidade Imerecida) de uma forma mais ampla, tomando para si mesmo a responsabilidade sobre seus atos e feitos, não mais dependendo de um órgão regulador humano maior, um suposto “Escravo Fiel e Discreto”, que determina cada ato seu, cada passo de sua vida na Terra. Não, ser de Cristo é adorar ao Pai com Espírito e Verdade, e não com Sentinela e Corpo Governante.
Enfim, um bom pesquisador das Escrituras poderá perceber que não é o modo como você ora que importa a Deus, mas se aquele seu momento de união com Ele realmente está sendo usado para buscar sua orientação, a união mística com o Divino e, principalmente, para louvá-lo pelo que Ele foi, é e sempre será pela eternidade.