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Programa Verdade e Vida

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Até quando...

BARBA DE MOLHO


Cansado de ver seus sermões caírem no vazio, um pastor resolveu dar uma lição inesquecível aos seus ouvintes.

Num dos cultos semanais mais concorridos, ele subiu ao púlpito com seu aparelho de barbear, bacia, água, espuma, caneca, espelho e toalha. Nem sequer cumprimentou a igreja e, tranqüilamente, colocou água na bacia, testou a temperatura, ajeitou o espelho, pegou uma caneca, fez espuma, passou na cara, e começou a se barbear.

Gastou vários minutos nisso, que pareceram uma eternidade para os presentes.

Ao final, quando todos esperavam que o pastor fosse fazer um desfecho maravilhoso, fosse lhes apontar o "moral da história", ele simplesmente enxugou o rosto com a toalha, encerrou o culto e despediu o povo de volta para as suas casas.

Aquela semana foi atípica. O povo comentou o fato todos os dias, tentado advinhar o significado de tudo aquilo: “-Que mensagem ele quer nos passar?”, “-Qual é o simbolismo espiritual da água, do sabão, do barbear-se?”

Dias depois, quando ele subiu novamente àquele púlpito, a igreja estava cheia. O pastor olhou para a congregação e disse-lhes:
- Sei que vocês querem saber o significado do que fiz aqui neste púlpito na semana passada. Bem, eu vou lhes dizer: não há significado algum! Nenhum simbolismo. Nenhum desfecho maravilhoso. Nenhuma mensagem. Nenhum "moral da história". 

- No entanto, se podemos tirar alguma lição disto tudo, é a seguinte: Há anos eu venho apresentando para vocês a mensagem bíblica, mas não tenho visto nenhuma mudança em suas vidas. Minhas mensagens têm caído no esquecimento, tão logo vocês saem do templo. Eu gostaria que vocês comentassem meus sermões durante a semana, do mesmo modo que se dispuseram a comentar o meu barbear nestes últimos dias, ou será que a minha barba é mais importante para vocês que a Palavra de Deus?




E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.
Deuteronômio 6.6-9

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A DEUS SEJA O CULTO


A DEUS SEJA O CULTO

Série ADORAÇÃO BÍBLICA
Estudo 1

“A luz da natureza revela que existe um Deus que mantém o senhorio e soberania sobre tudo; que é bom e faz o bem a todos; portanto deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o coração, de toda a alma e todas as forças.1”[1] (Confissão de Fé de Westminster, Cap XXI, Seção I.1)
1. Rm 1.20; At 17.24; Sl 119.68; Jr 10.7; Sl 31.23; 18.3; Rm 10.12; Sl 62.8; Js 24.14; Mc 12.33.

1ª A Natureza nos revela a existência de um Ser infinitamente superior, perfeito, Criador de todos e soberano governador. “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”. (Romanos 1.20) Isso nos revela alguns princípios:

1.1 Que Deus é absoluta perfeito;
1.2 A infinita superioridade do Senhor, sobre suas criaturas, visível e invisível;
1.3 Que em Sua bondade, Ele se relaciona conosco como Criador, governante moral e preservador;
1.4 Que Deus deve ser temido. Temor este que nos levará a ter reverência na Sua presença e respeito aos Seus mandamentos.

A introdução da doutrina da Adoração não poderia começar com um tema tão trivial, mas ao mesmo tempo, tão fundamental. Quem é digno de receber o nosso culto? A finalidade de irmos a igreja é fazer Deus o único adorado e exaltado pelos nossos lábios. Os textos que foram citados acima deixam bem claros os motivos. Os atributos, ações e relação do Soberano Senhor com o nosso ser e com a humanidade são os motivos mais do que suficientes para nos prostrarmos diante dEle para O exaltar. E mesmo que muitos não conheçam esses atributos pelas Escrituras, estes são indesculpáveis, pois a natureza revela para todos o Rei da glória.
Além da Confissão de Westminster, outras confissões fazem a mesma declaração. A Confissão de Fé Batista de 1689 é um exemplo. Assim diz:

“A luz da natureza mostra que existe um Deus, que tem senhorio e soberania sobre todos, que é justo, bom e faz o bem a todos; e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido, de todo o coração, de toda a alma, e com todas as forças.”[2]

Podemos aprender três aspectos deste nosso estudo:
No PRIMEIRO aspecto aprendemos as razões pelas quais devemos adorar e servir a Deus (...senhorio e soberania sobre tudo; que é bom e faz o bem a todos). O SEGUNDO aspecto ensina a reação que devemos ter diante do conhecimento do ponto anterior (portanto deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido). No TERCEIRO aspecto mostrará a forma que temos que servi-lo (de todo o coração, de toda a alma e todas as forças).
Veja outras confissões:

“A luz da natureza revela que existe um Deus que mantém o senhorio e soberania sobre tudo; que é justo e bom e faz o bem a todos; e, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o coração, de toda a alma e todas as forças.” [3]


By Gedeon Martins

P.S. Este estudo pode ser usado nas Igrejas sem a necessidade de citar o autor. Eu, Gedeon Martins, permito que assim aconteça.



[1] HODGE, A.A. Confissão de Westminster comentada por AA Hodge. Pág. 367
[2] __________. Confissão de Fé Batista de 1689. Capítulo 22, Pág. 45
[3] A Declaração de Savoy. Confissão Congregacional. Capítulo XXII

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Poesia: Canção ao Soberano


Canção ao Soberano


Meu Senhor,
Respiração minha,
Graça que me sustenta
Amor que me encaminha

Mesmo nas lutas
Sinto sua paz
Até nas tristezas
Sinto sua alegria

Antagonismo de sentimentos?
Isso é verdade!
Mas o conflito não é culpa dEle
E sim, da vinha vaidade

Deus, Deus, sem Ti não viveria
Não posso te sondar
Apenas quero
Quero contigo andar

Meu Senhor,
Respiração minha,
Graça que me sustenta
Amor que me encaminha

Gedeon Martins

Imagem retirada do site: http://avidaeapoesia.blogspot.com

sábado, 21 de maio de 2011

O que significa “em espírito e em verdade”?

O que significa “em espírito e em verdade”?
João 4. 23 e 24
by Gedeon Martins

Após concluir que o local exclusivo da adoração não era um assunto importante, Jesus passa a demonstrar a mulher que tema é realmente importante para alguém que queira ser um adorador de Deus.
Inicialmente ele mostra que há um desconhecimento da parte dela e dos samaritanos: “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos Judeus”.[1] Para Hendriksen essa falta de conhecimento do que se adora, diz respeito ao fato dos samaritanos rejeitarem “os livros proféticos e poéticos do Antigo Testamento”.[2] Sem o conhecimento exato das Escrituras, os samaritanos não conseguiriam distinguir a prioridade da adoração, e assim, entender que não é o lugar e sim o quê adorar. Com o conhecimento das Escrituras todos entenderiam que o Messias surgiria entre os Judeus, e ele seria o único portador da salvação. E por isso, que ao invés de onde adorar ele iria mostrar como e o que adorar.
O tempo agora é um estado perfeito, e “na mente do nosso Senhor, o estado perfeito do futuro é visto no presente”.[3] Em outras palavras, aquilo que se esperava, como que em um futuro distante, é visto no agora, no tempo deles. O que o Senhor quer mostrar a mulher samaritana é que o tempo dos símbolos, sacrifícios, templos e montes estão chegando ao fim e um novo está começando, a era dos que adoram em Espírito e em Verdade. “O véu do templo será logo partido em dois, de cima a baixo (Mt 27.51), e com ele o último remanescente da validade da adoração cerimonial também desaparecerá”.[4]
Dessa forma, a mensagem dos estereótipos e a aparência religiosa serão substituídas por um comprometimento com aquele que está sendo adorado e com a sua mensagem. O início dessa nova era de adoração teria como ponto de partida o congregar dos discípulos do Senhor. Estes, por sua vez, serão conhecidos pelo respeito e resignação diante das ordens, mandamentos do seu Senhor. Sobre “No quarto evangelho, o verbo adorará (indicativo futuro de Proskusen) nunca tem apenas o sentido de ‘respeitará’”.[5] Assim, fica claro que o envolvimento é completo, com atitude e demonstração natural e prática deste respeito. Se crer em Cristo e vive essa fé com comportamento digno e integralmente bíblico.

Jesus enfatizou, seguidamente, duas coisas: a. A adoração que merece ser assim chamada não é obstruída por considerações físicas, ou seja, por este ou aquele local (Jo. 4.21); b. Essa adoração opera no reino da verdade: um conhecimento claro e definido de Deus, derivado de sua revelação especial (Jo. 4.22). Nesse cenário, parece, pelo menos para nós, que a adoração em espírito e em verdade só pode significar: a. honrar a Deus de tal maneira que todo o ser entra em ação; b. fazer isso em perfeita harmonia com a verdade de Deus, conforme se encontra revelada nas Escrituras.[6]

Essa adoração não será representada somente por antagonismo entre espiritual em vez de físico; interior em vez de exterior. Tudo se inicia por uma transformação promovida pelo Espírito Santo na vida dos adoradores e os concede o primeiro passo para os credibilizar como tais. Desta forma, cria-se uma revelação continua entre o Espírito e aquele que foi transformado, bem diferente da visão religiosa e sectária da época. E fica evidente que, exclusivamente, são “estes que o pai procura para seus adoradores”.[7] Podemos perceber que a exclusividade de Deus para adoração não diz respeito a origem ética, regionária ou genérica, e sim, de uma atitude. A ação em questão é a disponibilidade do ser em se moldar a exigência de transformação do Espírito. Assim, podemos dizer, enfaticamente, que a busca de Deus é feita pelos adoradores, transformados e salvos para o serviço do reino dos céus.
A ideia apresentada por Jesus, neste diálogo, nos mostra que o buscar de Deus (João 4.23) remete a uma obra salvífica, onde “Deus, e não o ser humano, é sempre o que toma a iniciativa”.[8]
Ser espírito é ser salvo pelo Senhor e assim ser credenciado para adoração.
Jesus segue o diálogo mostrando por que Deus requer uma transformação na vida e no ser dos adoradores. Não só requer como também é o agente da transformação. No versículo 24, ele diz: “Deus é Espírito”. Isso demonstra claramente por que existe a necessidade da adoração ser espiritual; é pelo fato daquele que esta sendo adorado ser essencialmente Espírito. O uso do termo ‘Espírito’ empregado no texto não tem o objetivo de falar da substância de Deus, como sendo alguém sem matéria e impalpável, esse não é o objetivo. A ideia primordial é demonstrar que “Deus não é trevas, mas é totalmente santo, totalmente inteligente, totalmente puro, totalmente exaltado. Ele é luz”.[9] Em outras palavras, Ele é essencialmente oposto ao carnal (pecado), ao físico (estatua de madeira, pedra, montes e etc). E no Seu requerimento, o pai exige dos adoradores a mesma oposição ao que é carnal. Deus é Espírito, e seus adoradores, assim, também, devem ser.
Mas existe um guia regente para que essa adoração aconteça em conformidade com a vontade de Deus. Essa adoração tem que ser ‘Em verdade’.
Esse é um princípio que não está passivo a subjetividade, ou seja, não é uma verdade passiva a vontade de terceiros, relativa, ou mesma, uma verdade qualquer.  Jesus está tratando da verdade referência para todos os seres, que é de fato, feita pelo mesmo Deus que transforma em Espírito o adorador (veja versículo 24, Deus é Espírito). Ao passo, que Deus transforma em Espiritual os que Ele busca por adoradores, como também, os ensina a adorar segundo seu eterno designo. E o que será esta verdade? As Escrituras Sagradas!
O que fica evidente é que o Senhor não nos deixa nos escuros, tateando, sem saber para onde ir. As Escrituras Sagradas é a verdade deixada por Deus aos seus adoradores, para que estes, por sua vez, saibam como adorar ao seu Deus de forma agradável ao mesmo. “Essa adoração, portanto, se dirigirá ao Deus verdadeiro conforme ensinado nas Escrituras, e conforme revelado na obra da redenção”.[10]
Assim, aqueles que Deus quer como seus adoradores devem ser transformados pelo Espírito, em pessoas espirituais e que se guiam pela verdade eterna e soberana das Escrituras. Isso é uma mudança da alma, dos conceitos e valores, que será refletida na mudança das atitudes. Champlim chega a citar 5 preposições que Deus requer dos seus adoradores:

1. Através da missão de Cristo e da administração da Sua palavra, 2. Na conversão e santificação da alma, Jo 3.3 e 1Tes 4.3; 3. Nas operações do Espírito, que transformam os homens segundo a imagem de Cristo (II Co 3.18), guiando-os assim de um estágio de glória outro, ad infinitum; 4. Nas operações do Espírito, que desenvolvem nos crentes as virtudes espirituais, Gl 5.22, 23; 5. Através dos diversos meios de desenvolvimento espiritual, como a meditação, a prática das boas obras (cumprimento da lei do amor), a possessão e o uso dos dons espirituais, e a santificação.[11]

Podemos resumir o que foi dito por Champlim de uma forma objetiva, que os verdadeiros adoradores (os que o adoram em Espírito e em Verdade) são aqueles que nasceram de novo e que vivem e adoram segundo os princípios das Escrituras Sagradas.
Portanto, concluímos que o culto agradável a Deus é feito por pessoas integralmente espirituais, no seu cotidiano com vida santa; e, espirituais no culto, fugindo de ritos vazios e sem fundamentos, para apresentar a Deus um culto segundo as Escrituras Sagradas.


Retirado da Monografia: “O CULTO AGRADÁVEL A DEUS A PARTIR DO DIÁLOGO DA MULHER SAMARITANA COM JESUS”.
AUTOR: Gedeon Martins
Em exigência ao processo de ordenação pastoral da ALIANÇA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS CONGREGACIONAIS DO BRASIL. Ano: 2011.
CAPÍTULO 1.2.
49 págs
Caruaru-PE

Obs: Os dados a cima são para a devida citação em trabalhos científicos. O uso é liberado pelo autor para os devidos fins e c


[1] ALMEIDA, João Ferreira. A Bíblia Sagrada, Revista e Atualizada no Brasil. João 4.22
[2] HENDRIKSEN, William. O Evangelho de João. Ed. Cultura Cristã. 2004. Pág. 224.
[3] Idem. Pág. 225
[4] Idem
[5] Idem
[6] Idem
[7] ALMEIDA, João Ferreira. A Bíblia Sagrada, Revista e Atualizada no Brasil. João 4.23
[8] HENDRIKSEN, William. O Evangelho de João. Ed. Cultura Cristã. 2004. Pág.226
[9] CHAMPLIM, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado: Versículo por versículo, Lucas e João. Ed. Hagnos. São Paulo. 2002. Vol.2. Pág. 328

[10] HENDRIKSEN, William. O Evangelho de João. Ed. Cultura Cristã. 2004. Pág. 225.
[11] CHAMPLIM, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado: Versículo por versículo, Lucas e João. Ed. Hagnos. São Paulo. 2002. Vol.2.  Pág. 327

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