Os mortos se tornaram vivos em Cristo: Ef 2.1-10
1 – Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,
2 – nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;
3 – entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.
4 – Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,
5 – e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos,
6 – e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;
7 – para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.
8 – Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
9 – não de obras, para que ninguém se glorie.
10 – Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.
1 Ef 2.1-10 estabelece uma estreita conexão com o bloco anterior: o começo “também vós” aplica à igreja dos leitores as considerações sobre a verdade de que Cristo é o cabeça. O conteúdo do v. 1 continua no v. 5b (termo-chave: “mortos em vossos delitos”). As conseqüências do evento de Cristo narrado em Ef 1.20 passam a ser aplicadas aos crentes: “deu vida juntamente com Cristo”, “ressuscitados com ele”, “fez assentar com ele” (em Ef 2.5s). O afunilamento da exposição geral de Ef 1.20ss para a realidade dos leitores (em Ef 2.1) aconteceu de forma muito semelhante em Ef 1.13. Inicialmente essa aplicação menciona como os membros da igreja antes estavam enleados pelo pecado: “Também vós estáveis mortos em vossas transgressões e pecados.” Paulo falou sobre as “transgressões” sobretudo na carta aos Romanos, mas também em outras cartas. Ademais, Cl 2.13 menciona a “incircuncisão de vossa carne”. Toda a existência estava tão atingida pelo pecado que só poderia ser caracterizada como “morta”. Assim se afirma que o pecado não tinha envolvido apenas algumas áreas do ser humano (p. ex., a área moral), mas que sua vida estava infectada e destruída no cerne de sua personalidade (por isso também a necessidade da iluminação do coração em Ef 1.18). Paulo fala diversas vezes do poder da morte como conseqüência do pecado.
2 Os pecados não são somente inseparáveis do incrédulo, porém Paulo também os descreve como aqueles “em que andastes outrora”. A vida pregressa acontecia em pecado, que não é um espaço neutro, mas de poder.
Como em todo o NT, a conversão a Cristo (cf. 1Ts 1.9s) representa uma nítida linha divisória entre “outrora” e “agora”.
O verbo “andar” representa a totalidade da vida, e é empregado com freqüência especialmente por Paulo.
Essa conduta anterior acontecia segundo a norma de um poder antidivino: “segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência”. A aparente liberdade, portanto, não passava de escravidão sob poderes maus. Enquanto Ef 1.21 cita potestades diversas, Paulo agora fala apenas do “éon deste mundo”, o “soberano da esfera de poder do ar”. Aparentemente, “éon” é entendido como pessoa, paralelamente ao conceito “soberano” que vem em seguida.
O mundo aparece aqui como um ente que reivindica posse do poder sobre o tempo, alegando ser “o deus do tempo do mundo”. Enquanto essa reivindicação de eternidade dominava a vida dos pecadores, permanecia oculto o fato de que Cristo derrotou os poderes, que esse éon já encontrou seu fim nele e que por isso também o poder dele se esvai rapidamente. É verdade que por isso os crentes ainda são fortemente atribulados, contudo é inquestionável que o domínio de Cristo sobre todos os poderes também será publicamente constatável no final.
O segundo conceito caracteriza-o como “soberano da esfera de poder do ar”. Acima da terra estende-se a esfera do ar. É dela que vem a influência sobre os acontecimentos na terra situada abaixo. Conforme Cl 1.13 esse ambiente é a “esfera de poder das trevas”, na qual os “príncipes mundiais destas trevas” (Ef 6.12) exercem sua atuação.
Finalmente as afirmações são detalhadas com a menção ao “espírito que agora atua nos filhos da desobediência”.
O texto permite duas interpretações: “espírito” freqüentemente é entendido como termo paralelo a “soberanos”, o que é possível apesar da troca do plural pelo singular. Contudo é igualmente imaginável relacionar “espírito” diretamente com “ar”, o que se torna plausível pela ligação de conteúdo de ambas as grandezas. Em decorrência, o senhor sobre a esfera do ar seria o mesmo que também controla a esfera do espírito. Por isso as dimensões do espaço e do espírito relativas a esse senhorio confluem.
Esse espírito anticristão exerce sua ação nos “filhos da desobediência”. Mais uma vez isso permite notar que nenhum ser humano pode assumir uma posição simplesmente neutra diante dos poderes: quem não está ligado a Jesus Cristo pela obediência da fé (cf. Rm 1.5; 16.26) permanece, como desobediente, escravo do pecado. A mesma correlação é assim descrita por Paulo em Rm 6.17: “Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues.”
3 “Entre eles” – i. é, os filhos da desobediência – “também nós andávamos outrora”. Não é necessário considerar isso uma referência especial aos cristãos judeus. Pelo contrário, o “nós” unifica Paulo e os leitores das diversas igrejas, distinguido os crentes dos “demais” mencionados no final do v. 3, i. é, os humanos escravizados pelas citadas potestades.
Uma vida sem Cristo é levada no âmbito dos “desejos de nossa carne”. Conforme Ef 4.22 isso é o “trato passado… segundo as concupiscências da paixão”, que agora já não condizem com o cristão e das quais lhe cabe despir-se.
“Carne” é o ser humano em sua rebeldia contra Deus, o velho ser humano, o corpo do pecado (cf. Rm 6.6; 7.18; Gl 5.16; etc.).
Dessa existência brotam as “concupiscências” (cf. Rm 7.5) que se refletem no agir concreto. O “desejo” (as pulsões) e os “pensamentos” (obscurecidos: Ef 4.18) levam a uma conduta que pode ser vista na carne.
No passado esse aprisionamento pelo pecado caracterizava os membros da igreja “por natureza” como “filhos da ira”. Com base no “ser humano natural” em 1Co 2.14, “por natureza” deve ser entendido como conceito oposto ao “ser humano espiritual”: por si mesmo nenhum ser humano é capaz de romper os liames do pecado e praticar a vontade de Deus. Por essa razão todo ser humano é réu do juízo da ira divina. “Os demais” são aqueles que não têm esperança diante dessa situação (1Ts 4.13; 5.6).
4 [4] Diante do sombrio pano de fundo da descrição de como o ser humano é refém da morte, Paulo coloca o “porém” da misericórdia divina. A “riqueza de sua graça” (Ef 1.7) que ele “fez derramar” sobre os crentes (Ef 1.8) é completada agora com a declaração de que Deus “é rico em misericórdia”. De conformidade com sua misericórdia “ele nos salvou” (Tt 3.5) e “nos fez renascer para uma viva esperança” (1Pe 1.3).
Essa misericórdia concretizou-se em “seu grande amor, com o qual nos amou”. A magnitude desse amor que se evidencia em Jesus Cristo é enaltecida por Paulo em Rm 8.35-39 (cf. também Jo 3.16; 13.1): a entrega do único Filho amado é a fiança do amor supremo de Deus. Ele não si restringe a si mesmo, mas dirige-se aos seres humanos. Isso é exclamado na proclamação do evangelho e deve conduzir ao testemunho da fé: com esse grande amor ele amou a nós!
5 Visto que não apenas os leitores mas todos os cristãos (“nós todos”: v. 3) viviam segundo os padrões do pecado (“da carne”), a única possibilidade é repetir agora a afirmação do v. 1 na primeira pessoa: [amou] “também a nós que estávamos mortos em transgressões”. Por meio dessa retomada produz-se um forte contraste com o recém-descrito amor de Deus, “com o qual ele nos amou” (v. 4). Cabe lembrar aqui a referência de Rm 5.6ss: a magnitude do amor de Deus revela-se particularmente pelo fato de que Cristo morreu por nós quando nós ainda éramos fracos pecadores sem Deus, i. é, “mortos em transgressões” (cf. 1Pe 3.8).
A tais pessoas Deus “deu vida com Cristo”. Por meio de seu agir irrestritamente misericordioso e maravilhoso Deus transformou mortos em vivos. Quando recorremos à única passagem em que o NT
também fala de “dar vida”, constatamos nela a referência ao batismo: Cl 2.12s. Através do batismo o crente é inserido de fato no evento de Cristo. Por meio dele participa da morte e do sepultamento de Jesus, sendo despertado com ele para uma nova vida. Esse saber faz parte do acervo fundamental da fé cristã (Rm 6.3s). Visto que dessa maneira o velho ser humano foi entregue à morte, a existência do cristão que já estava morto para Deus por causa do pecado é caracterizada de “novo ser humano”: a nova vida compromete a nova conduta (Rm 6.4), em que continuamente é necessário despir-se do velho ser humano e revestir-se do novo (Ef 4.22ss). Através do batismo o cristão é incorporado ao corpo de Cristo (Ef 4.4s; cf. 1Co 12.13). O batismo evidencia o amor provedor de Cristo para com toda a igreja (Ef 5.25s). No entanto o evento do batismo é um processo essencialmente espiritual porque nele os crentes são ligados ao corpo de Cristo por meio do Espírito Santo e lhes está sendo dado de beber do Espírito Santo (1Co 12.13).
O uso de verbos com o prefixo “co” é muito característico para Paulo, sendo propício que isso se evidencie particularmente no contexto do batismo em Rm 6: fomos “co-sepultados” (Rm 6.4), “co-crescido” (Rm 6.5); o velho ser humano foi “co-crucificado” (Rm 6.6); nós haveremos de “conviver” com Cristo (Rm 6.8).
Antes de arrolar as demais conseqüências do vínculo com Cristo, Paulo interrompe a frase e insere um lembrete: “por graça fostes salvos”.
“Salvar” significa arrancar dos liames dos pecados e do iminente juízo da ira. Este é certamente um termo central da mensagem cristã. Na verdade essa salvação acontece “na esperança” (Rm 5.9; Rm 8.24), visto que ela é real no presente pela fé, mas somente se manifestará com alcance pleno no dia de Cristo (1Co 1.8).
Esse salvamento de forma alguma está ao alcance do ser humano, mas acontece exclusivamente “por graça”, sendo prova da “rica misericórdia” e do “grande amor” de Deus (Ef 2.4).
6 A ligação dos crentes com Cristo tem conseqüências que transcendem o “dar vida” do v. 5: “e nos co-despertou e co-assentou nos céus em Cristo Jesus”.
Dessa maneira estende-se sobre a igreja de Jesus de Cristo a poderosa ação de Deus que segundo Ef 1.20 aconteceu com Jesus Cristo. A realidade do estreito relacionamento com Cristo como Senhor ressuscitado e primícias foi descrita de maneira muito concreta por M. Lutero em seus sermões de Páscoa: “Conseqüentemente nossa ressurreição já aconteceu mais do que pela metade, visto que nossa cabeça já está lá. – Nossas primícias estão no alto, minha ressurreição já começou; apenas preciso me levantar do sono.” Ou em palavras mais drásticas: “Resta ainda a coxa esquerda, o velho fardo; de resto, mais da metade de mim já se encontra no fim dos tempos.”
Houve repetidas tentativas na exegese de separar o realismo das afirmações feitas no v. 6 do linguajar de Paulo em outras epístolas. Diante disso cabe afirmar que na carta aos Efésios está em jogo a inabalável realidade da salvação, com as conseqüências indissociáveis na ligação com Cristo.
Os fiéis foram “co-assentados” não no sentido de que poderiam transpor (p. ex. intelectualmente) as limitações de sua vida corporal. Pelo contrário: essa declaração vale na medida em que eles vivem sua existência “em Cristo Jesus”. Nesse novo modo de vida os fiéis estão junto dele “nos céus” (cf. Ef 1.3). As exaustivas exortações em Ef 4ss deixam muito claro que nessa certeza de forma alguma se perde de vista a configuração da vida terrena a partir da realidade de Cristo.
7 Não somente nossa entrada com Cristo nos céus, mas toda a ação salvadora de Deus tem uma finalidade que agora é citada: “para demonstrar, nos séculos vindouros, a sobrepujante riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”.
Diante do Faraó Deus evidenciou seu poder (Rm 9.17), sua ira (Rm 9.22); diante de Paulo Cristo evidenciou “completa longanimidade” (1Tm 1.16). A realização de Deus para a salvação do mundo ao enviar Jesus Cristo é expressão da riqueza de sua graça, que supera qualquer medida (cf. também 2Co 9.14). Paulo havia falado em Ef 1.19 sobre a “sobrepujante magnitude de seu poder” diante dos crentes; em Ef 3.19 ele usa o mesmo termo para designar o amor de Cristo que supera qualquer entendimento.
Para o cristão, essa riqueza da graça descortina-se na forma da “bondade”. Termos análogos são “paciência”, “longanimidade” (Rm 2.4) e “benignidade” (Tt 3.4) ou “compaixão”/“misericórdia” (Ef 2.4). Através de Jesus Cristo somos envoltos por essa bondade de Deus.
Isso deverá se tornar visível “nas eras vindouras”.
A plenitude da graça divina que desde já é propiciada em Cristo aos crentes há se manifestar-se de modo completo apenas na consumação dos desígnios eternos de Deus. Apesar de toda a ênfase na
realidade da bênção celestial na carta aos Efésios ainda assim deveríamos salientar que a presente epístola preserva muito bem o “ainda não” da consumação escatológica, que não é de forma alguma abandonado em troca de um “desde já” exclusivo.
8 Os v. 8-10 estão tão entrelaçados com formulações centrais de cartas “reconhecidas” de Paulo que a autoria paulina da carta aos Efésios fica novamente documentada de modo sustentável.
No começo repete-se literalmente a inclusão do v. 5: “Porque pela graça sois salvos”. Por que a redenção pela graça de Deus é mencionada de novo? Por que ocorre um acúmulo de termos que apontam na mesma direção e enaltecem a obra redentora de Deus - misericórdia, amor (Ef 2.4), graça, bondade (Ef 2.7)? Podemos responder com a justificativa que Paulo fornece em Fp 3.1: “A mim, não me desgosta e é segurança para vós que eu escreva sempre as mesmas coisas.” A plenitude do bem da salvação não é posse, mas dádiva que brota unicamente da graça de Deus. Isso deve ser constantemente afirmado e exaltado.
A salvação acontece “por fé”. De forma comprimida acolhe-se aqui o que é formulado como segue na exposição central da justificação em Rm 3.24s: “São justificados gratuitamente (i. é, salvos), por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs… como propiciação, mediante a fé.”
A própria fé que propicia salvação, pela qual o cristão recebe a graça, é parte do presente divino: “e isto não vem de vós, é dom de Deus”. Visto que a fé nasce de ouvir a palavra de Deus (Rm 10.17), ela não é algo humanamente possível. No entanto é uma fé que apreende a Jesus Cristo, obtendo assim a outorga de toda a riqueza. Essa é a dádiva concedida por Deus. O conceito “dádiva” pertence ao mesmo grupo semântico da palavra “gratuitamente” em Rm 3.24. O mesmo ocorre com a expressão “dom”, que Paulo emprega, além de Rm 5.15ss e 2Co 9.15, em Ef 3.7 e 4.7.
9 O “não de vós” é complementado por: “não por obras”. Também aqui é flagrante a relação com a refutação da justificação por obras nas demais cartas de Paulo. Tudo o que o ser humano visa realizar “a partir de si” para sua salvação é “obra”, e por isso insuficiente. A graça de Deus exclui o sinergismo humano, porque somente assim é e continua sendo cabalmente graça. Se continuar assim, sendo exclusivamente dádiva, ela exclui também qualquer “gloriar-se”. Ademais, a graça de Deus torna vãs as diversas modalidades do gloriar-se humano: o judeu se gloria de seu cumprimento da lei, mas a justiça divina não procede das obras da lei (Rm 2.23; 3.27). Deus responde à sabedoria humana com a tola pregação da cruz, “para que ninguém se glorie diante de Deus” (1Co 1.29). Motivo para gloriar-se existe unicamente por causa do Kýrios (1Co 1.31) e de sua cruz (Gl 6.14).
10 Fazendo uma analogia com as obras de Deus na criação (Rm 1.20) Paulo emprega a mesma expressão para a nova criação de Deus que se realiza em Jesus Cristo e, através dele, em sua igreja: “Porque somos obra dele, criados em Cristo Jesus”. Enquanto o velho ser humano é crucificado com Cristo e entregue à morte, Deus cria o novo ser humano – sua obra (cf. Ef 4.24). Também dessa perspectiva da nova criação cabe concluir que o gloriar-se por parte do ser humano não possui fundamento algum (“porque”).
No mesmo contexto de Ef 2, também Rm 6 fala da nova criação de Deus (cf. acima o exposto sobre Ef 2.5s). Chama atenção que em Rm 6.4 a “novidade da vida” também esteja ligada ao compromisso com uma conduta correspondente. A referência à nova criação aparece da mesma maneira em Gl 6.15 e 2Co 5.17, sendo que em 2Co 5.18 é estabelecida a conexão com o agir de Deus: “Ora, tudo (provém) de Deus.”
O alvo dessa nova criação é descrito com uma dupla afirmação: “para boas obras…, para que andássemos nelas”. Embora ninguém seja capaz de produzir ou favorecer sua redenção através de obras próprias, o crente nunca existe sem obras. Pelo contrário, a tarefa de sua vida consiste em realizar boas obras, andar “nessas obras” (novamente o conceito espacial). Em Ef 1.15 o autor já mencionara que a fé em Cristo sempre envolve o ser humano inteiro, visto que ela o transporta “ao raio de ação de Jesus Cristo”. Tal fé sempre atua no amor (Gl 5.6), em boas obras.
A oração subordinada adjetiva “que Deus preparou de antemão” assegura que essas obras, por serem fruto da gratidão a Deus, não podem furtivamente voltar a ser entendidas como meritórias.
Além da presente passagem, a expressão ocorre somente em Rm 9.23, que fala da livre eleição da graça de Deus com vistas às “vasilhas” “que ele de antemão preparou para a glória”.
Ao criar o novo ser humano em Jesus Cristo, Deus também prepara o espaço para a ação desse ser humano, de modo que os colossenses podem ser assim exortados: “Tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3.17).
Uma convocação desse tipo passa a ser simultaneamente exortação e lembrança: pelo fato de que Deus preparou boas obras para vocês, então agora também passem a realizá-las em sua conduta.
CB Esperenaça/Rev.Gedeon Martins
Programa Verdade e Vida
sábado, 22 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Pesquisa sobre ministério
LIDERANÇA
PASTORES SOFREM DE SOLIDÃO
Pesquisa diz que 55% estão desanimados com a igreja por estarem só
Por: Redação Creio
Para alguns o ministério pode ser encarado como um fardo que exige
abdicar de certos prazeres. A dificuldade em conciliar o ministério com
família, amigos e companheiros de caminhada, fez com que muitos pastores
se isolem, ainda que involuntariamente, do relacionamento e convívio
social. A solidão pastoral é um
problema que tem incomodado a liderança mundial e resultou em uma
pesquisa produzida pela LifeWay americana. O resultado apontou que 55%
dizem que estão propícios a solidão e ao desânimo por estarem só.
Mais da metade 55% dos mil pastores protestantes disseram que concordavam com a afirmação. “Acho
que é fácil ficar desanimado". O mesmo percentual de pastores também
disse que estar no ministério pastoral os faz sentir solitários, por
vezes.
Mas
para quem pensa que estes líderes querem abrir mão de tudo em prol do
Reino se engana. 98% deles disseram que se sentem privilegiados pelo
chamado a servir. “"Muitas estatísticas frequentemente citadas falam de
pastores miseráveis e infelizes, mas não é isso que vemos quando na
verdade lhes perguntamos", disse Ed Stetzer, vice-presidente de pesquisa
e desenvolvimento no ministério LifeWay Christian Resources.
Um
dado curioso, boa parte dos pastores com mais 65 anos são os menos
desanimados. A pesquisa mostrou ainda que os pastores de grandes templos
são os que mais reclamam da solidão. “Ironicamente, pastores de igrejas
maiores são mais solitários. Daqueles em congregações com frequência
média de 250 ou mais, 17% discordam fortemente que o ministério pastoral
faz sentir solitário às vezes. Em comparação, 32 % com as igrejas de
0-49 e 27 % com as igrejas de 100-249 discordam totalmente".A principal
razão para o desânimo pode vir de expectativas irreais, Stetzer
explicou. "Voluntários Líderes influenciados por uma mentalidade
consumista cristã ferem todos os envolvidos. Precisamos muito menos
clientes e muito mais co-trabalhadores", disse ele.
Apesar
da carga de trabalho alta para muitos pastores, a pesquisa mostrou que a
maioria não sentia que seu ministério teve um efeito negativo sobre sua
família."O pastoreio pode ser estressante para uma família, mas ao
contrário de algumas estatísticas hyped, a maioria não acredita que ser
um pastor tem prejudicado a sua família", disse Stetzer, que também
serviu como um pastor. "Pastoreio é difícil, e vida familiar é um
aquário, mas exagerar o desafio e os perigos de pastorear pode
desencorajar os pastores e criar uma expectativa de interrupção da
família - levando a esse problema", disse ele.
RISCO
DA SOLIDÃO PARA SAÚDE: Um estudo feito por pesquisadores americanos
confirmou: Solidão faz mal à saúde. O estudo analisou o histórico de
saúde de mais de 300 mil idosos que lutavam contra alguma doença grave.
Eles foram divididos em dois grupos. O dos que tinham uma rede de
relacionamentos e o dos que se declararam sozinhos. O tempo de sobrevida
de quem tinha amigos foi 50% maior.
Comparando
com outros estudos, os pesquisadores concluíram que a solidão é um
fator de risco tão grave quando o tabagismo e o alcoolismo. E mais
perigoso do que a obesidade e o sedentarismo.
Com informações do Christian Post e G1
Data: 14/10/2011Fonte: Com informações do Christian Post e G1
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Comentário Exegético de 1Coríntios1.25-31
25 “Porque a loucura de Deus
é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os
homens.” Na cruz Deus de fato é
―louco, de acordo com nossos parâmetros humanos. É tolo quem abre mão de seus
direitos, quem entrega sua honra, e tudo isso nem mesmo em favor de pessoas
justas e boas, mas de culpados e maculados. Contudo, o Senhor e Rei do universo
o fez na cruz de maneira extrema em favor de inimigos e rebeldes. Que ―tolice‖
de Deus! Na cruz Deus de fato é tão ―fraco‖ quanto se pode imaginar.
Completamente impotente e indefeso, ele permite que façam de tudo consigo.
Privado das roupas, pregado nas mãos e nos pés, escarnecido, sedento,
moribundo, como está ―fraco‖ aqui o Deus onipotente! Mas a palavra dessa cruz
foi capaz de realizar até hoje o que nenhuma sabedoria de todos os sábios do
mundo conseguiu e o que nem sequer a onipotência arrasadora de Deus teria
conseguido: convencer pessoas de seu pecado e sua perdição, vencer pecadores
obstinados de modo profundo, levar à bendita adoração os mais argutos negadores
de Deus, transformar pessoas legitimamente malditas em filhos amados de Deus.
Em verdade, “a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza
de Deus é mais forte do que os homens”.
Nessas frases Paulo não falou
do ―amor‖ de Deus. Parece que tinha um certo receio dessa palavra, porque podia
ser mal-compreendida e distorcida com tanta facilidade que praticamente se
tornava uma palavra perigosa. Como na epístola aos Romanos, também na presente
carta ele apenas cita o amor mais tarde (1Co 8.1; 13). Mas aqui o amor está
sendo proclamado em sua substância, com toda a sua verdade e glória. Por que o
Messias morre na estaca? Por que Deus é tão ―fraco‖ e tão ―tolo‖? Por causa de
um amor insondável e incompreensível por um mundo perdido que o odeia e
despreza. Por outro lado, é somente na estaca do Cristo que se pode reconhecer
o que é verdadeiramente ―amor‖, o amor com a máxima e sagrada seriedade,
separada por universos de distância de toda a bondade, cordialidade e sentimentalidade
que nós confundimos com amor. O ―amor‖ de Deus não significa que Deus faz pouco
caso de nosso pecado. O amor de Deus considera nosso pecado com seriedade tão
fatal que não lhe resta outra saída para nos salvar do que assumi-lo sobre si
mesmo com todo seu ônus e condenação, tornando-se na cruz tão ―fraco e tão
―louco.
Paulo há de nos mostrar nos
trechos subseqüentes que conseqüências a ―palavra da cruz‖ precisa ter para a
vida da igreja e para o serviço dos pregadores. Afinal, a ―palavra da cruz‖ não
é uma teoria que possa ser proclamada objetivamente em si mesma como ―doutrina
pura‖. A própria igreja e seus mensageiros precisam ter a coragem de viver em
contraposição resoluta ao ser do mundo, na ―fraqueza e ―loucura que eles
reconheceram no próprio Deus na cruz do Cristo. A cruz precisa cunhar a
natureza da igreja. A igreja será vitoriosa unicamente no risco da fraqueza e
vida sem defesa, do amor sofredor por um mundo perdido que responde a esse amor
com escárnio, rejeição e ódio. E toda a proclamação precisa permanecer na ―loucura
da mensagem que o próprio Deus escolheu para único caminho para a salvação das
pessoas. Sempre há o perigo de que, apesar de tudo, a igreja volte a tentar
evangelizar com sabedoria, oratória ou quaisquer outros métodos atraentes e
imponentes. Ela poderá ser capaz de atrair e entusiasmar grandes multidões de
pessoas, mas apenas conseguirá salvar de fato a poucos. Autoridade para
evangelizar possuem somente os mensageiros da igreja que arriscam realmente
tudo com a fraqueza e loucura de Deus.
Finalmente ainda daremos
atenção ao fato de que na presente carta temos o paralelo ―grego às exposições
de cunho ―israelita da carta aos Romanos. Na epístola aos Romanos é a ―justiça
que está em jogo. Com os coríntios Paulo fala sobre a sabedoria. Contudo, em
ambos os campos tão distintos a causa é a mesma. O israelita busca a justiça que
vale perante Deus, acreditando que a alcançará em seu próprio agir pelo
cumprimento da lei. O ―grego‖ busca a ―sabedoria‖ que abrange a Deus com o
conhecimento, esperando encontrá-la em sua própria sabedoria. Porém ambos se
enganam radicalmente. Ambos desconhecem a verdadeira condição do ser humano
perante Deus, sua perdição total. Ambos carecem do ―poder de Deus para a
salvação‖ (Rm 1.16 e 1Co 1.18). Para ambos esse poder redentor de Deus apenas
pode ser apreendido na ―fé‖. O ―judeu‖ precisa crer na ―justiça alheia de
Cristo‖ para que de fato se torne justo perante Deus. O ―grego‖ precisa crer na
―loucura da proclamação‖ para que alcance o verdadeiro conhecimento de Deus. No
mundo moderno, porém, o ―judeu‖ e o ―grego‖ atuam simultaneamente no coração humano.
Por isso necessitamos tanto da carta aos Romanos quanto da aos Coríntios, e
somos imensamente gratos a Deus por nos ter presenteado com ambas como
fundamento para nossa fé e nossa proclamação.
26 Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não
(foram chamados) muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem
muitos de nobre nascimento;
27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do
mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para
envergonhar as fortes;
28 e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as
desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são;
29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.
30 Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos
tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção,
31 para que, como está escrito: Aquele que se gloria,
glorie-se no Senhor.
26 O que Paulo expôs aos coríntios como um princípio pode
ser visto refletido na configuração peculiar apresentada por sua igreja. “Pois
estais vendo vossa vocação” [tradução do autor]. A igreja não se formou por
resoluções pessoais, mas foi ―chamada à existência. Ela é formada por pessoas
―chamadas para ser santas (v. 2). Contudo, que aspecto curioso ela possui: “Não
muitos sábios, não muitos fortes, não muitos de origem nobre” [tradução do
autor] podiam ser encontrados nela.
Essa composição da igreja não
corresponde a desejos e interesses humanos. Quem não preferiria pertencer a uma
igreja magnífica e imponente, na qual se pode apontar para uma série de pessoas
famosas?
27,28 O ―chamado de Deus, porém, realizou uma ―seleção muito
diferente e estranha. O Deus, cuja loucura e fraqueza são mais fortes do que as
pessoas, escolheu para si, em consonância com seu modo de ser, “as coisas
loucas do mundo, as coisas fracas do mundo, as coisas não-nobres do mundo e as
desprezadas”, tudo aquilo que Paulo sintetiza na expressão “as que não
são”. E ao fazê-lo Deus tem um objetivo bem claro e determinado. Desse modo
visa “envergonhar” os sábios e “aniquilar” as coisas que são.
29 Entretanto, por que Deus quer isso? Será que dessa
maneira não está sendo totalmente injusto com os sábios, fortes e nobres? Quem
destes receber seus dons e forças com gratidão da mão de Deus com certeza não
será ―envergonhado por Deus. Porém Paulo na verdade está pensando nos “sábios
segundo a carne” e nos fortes e nobres do “mundo”. “Carne”,
no entanto, é o ser humano segundo sua natureza separada de Deus, autocrático e
egoísta. É isso que marca e determina o que Paulo chama “o mundo”. A “carne”,
porém, não quer ―receber‖ e ―agradecer‖, mas deseja ser alguma coisa e
―gloriar-se. O pecado essencial do ser humano caído é que ele não mais ―honra a
Deus como Deus, nem lhe dá graças‖ (Rm 1.21), mas que diante de Deus tenta ser
grande em si mesmo e gloriar-se. Deus não pode nem quer tolerar isso. É contra
isso que realiza o juízo. Deus o executa pelo fato de que, ao emitir seu
―chamado, ele passa de largo pelos sábios, fortes e nobres, ―envergonhando-os e
―aniquilando-os desse modo, “a fim de que não se glorie qualquer carne
perante Deus” [tradução do autor]. Se fossem escolhidos por Deus,
atribuiriam essa escolha a seu próprio mérito e valor, acabando confirmados no “gloriar-se
perante Deus”. Porém tudo ―o que não é pode tão somente ver no chamado de
Deus sua graça soberana e espontânea, admirando-a com gratidão. Isso, porém, é
fomentado pela ―loucura da proclamação, que é rejeitada com desprezo pelos
sábios, fortes e nobres e que é vista com indignação pelos que em si mesmos são
―devotos.
No presente trecho ouvimos três
vezes consecutivamente: “Deus escolheu.” Deparamo-nos com o mistério da
escolha. É um mistério, não uma teoria racional, contra a qual poderíamos
lançar outras passagens da Bíblia. É impossível não reconhecer a realidade.
Deus chamou dentre toda a população da cidade portuária esse pequeno grupo de
pessoas em geral insignificantes e passou de largo em muitas outras. Será que
Deus não tem o direito de agir assim? Será que Deus tem ―obrigação com alguma
pessoa, de presenteá-la com sua graça, se ela realmente ainda for ―graça?
Porventura um rebelde merecedor da pena de morte tem algum direito de ser
agraciado por seu rei? Quem se descobre escolhido e salvo unicamente consegue
agradecer com admiração e adoração. E quem se considera deixado de lado pela
escolha de Deus pode ficar assustado e buscar a graça de Deus com muito maior
ardor. Com certeza a encontrará em Cristo e, então, se conscientizará de sua
escolha com admiração e gratidão.
30 As pessoas da igreja em Corinto, porém, ouviram o
chamado de Deus que os escolheu. Seguiram-lhe quando passaram a crer no Messias
crucificado e se deixaram salvar da perdição. Agora se afirma sobre elas: “A
partir de Deus estais em Cristo Jesus”[tradução do autor]. Eles, os ―que
não são, agora ―são algo, mas obviamente não em si mesmos, apenas ―em Cristo
Jesus. ―Estar em Cristo Jesus é a única existência verdadeira que os ―nadas
podem ter. Eles a têm “a partir de Deus”, do Deus maravilhoso, que
―chama à existência as coisas que não existem‖ (Rm 4.17), e que criou do nada
todo o imenso mundo. Neles aconteceu a nova criação (2Co 5.17). Nessa cidade
portuária rica, próspera e cheia de vícios eles, os tolos, os fracos, os
não-nobres, os desprezados, os ―nadas são agora a igreja do Deus vivo, os
herdeiros da glória eterna. Em si mesmos não são nada e não têm nada a exibir.
Porém estão “em Cristo Jesus”. Ele é seu verdadeiro espaço de vida, seu
elemento vital, e ele mesmo é, a partir de Deus, a “sabedoria para nós”,
sim, também “a justiça e santificação e redenção”.
Logo são loucos, não-nobres,
desprezados de fato apenas quando vistos na perspectiva do mundo. Em Jesus e a
partir de Deus, porém, são verdadeiramente sábios, fortes, nobres e
valorizados. Não são assim somente numa avaliação amistosa que recebem de Deus,
mas numa realidade que já se mostra agora em sua vida. É uma circunstância
maravilhosa, repetidamente verificável, que em Jesus as pessoas humildes, que
no mundo não são nada importantes, possuem uma admirável “sabedoria” e
em seu conhecimento de Deus superam os maiores pensadores da humanidade.
Contudo, essa “sabedoria”,
um conhecimento veraz do Deus vivo, não é coisa intelectual, mas abrange e
determina o ser humano todo. Por essa razão Paulo acrescenta de imediato “justiça”
e “santificação” a título de explicação para a “sabedoria”. O
Senhor crucificado, que carregou nossa culpa, nos concede a justiça, sim, ainda
mais, ele mesmo é nossa justiça perante Deus. Por isso possuímos de forma tão
inatacável e segura a justiça, esse fundamento necessário sempre que estamos
perante Deus, oramos a ele, contamos com Deus porque não a temos em nós mesmos mas no
próprio Jesus. Jesus, no entanto, também é nossa “santificação” ou, como
também podemos traduzir, nossa santidade‖. Ouvimo-lo já no v. 2: Somos
santificados em Cristo Jesus. Também nossa santificação e seu resultado, a
santidade, não são realização nossa. Se assim fosse, como seria precária!
Agora, porém, estamos incessantemente na santificação, desde que estejamos
incessantemente em Cristo Jesus. Por isso o v. 30 é uma importante base para
uma doutrina realmente evangélica‖ da santificação. Nele, como em Rm 6, ela não
representa uma nova lei, mas a própria pessoa de Jesus e nossa ligação com ele,
sobre as quais se alicerça a possibilidade e realidade de uma nova vida.
Contudo Jesus também é nossa “redenção”.
Jesus esmagou a cabeça da serpente e anulou o poder da morte. O triunfo dele é
nosso, porque é quando estamos nele. Já agora Jesus é manifesto de múltiplas
maneiras como nossa redenção. Quanta redenção, quanta liberdade e quanta
vitória encontram-se na vida de cada cristão. Obviamente também ainda somos
pessoas que aguardam (v. 7). Contudo a nova revelação de nosso Senhor Jesus
Cristo (v. 7) mostrará como realidade visível em nós e em tudo que estaremos
totalmente justos, totalmente santos, totalmente redimidos de toda perdição
como irrepreensíveis (v. 8) diante dele.
31 Quem compreendeu essa verdade não pode silenciar,
tem de cantar e anunciá-lo, tem de ser uma pessoa que glorifica. Não existe
verdadeira vida de fé sem glorificar. Não podemos permanecer calados sobre o
que Deus nos outorgou e sobre seu terno milagre, não podemos falar disso com
requintada discrição. Essas infinitas glórias impelem a glorificar. Contudo esse
louvor é algo completamente diferente do que o gloriar-se‖ da carne. Aqui se
cumpriu a palavra que Deus disse e escreveu no passado por meio de Jeremias (Jr
9.24): “Aquele que se gloria, glorie-se do Senhor.” Agora unicamente
Deus é grande! Agora foi restabelecida a condição certa, inicial, em que Deus
está no centro, o nome de Deus ressoa, Deus é glorificado como Deus e
agradecemos a ele, em que Deus já começa a se tornar tudo em todos‖ (1Co
15.28). Isso, porém, é realização unicamente das coisas loucas de Deus‖ e das
coisas fracas de Deus‖ pela palavra da cruz.
C.B.Esperança/Rev.Gedeon Martins
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Paraklêtos
paraklhtos=(Paráklêtos)
Ajudador, intercessor, advogado, intercessor.
Tem sua origem do verbo “parakalêo”, que no grego clássico
tem um significado variante entre: convocar, mandar chamar, intimar, exortar,
encorajar, confortar, consolar;
O substantivo “Paraklêtos” tem uma conotação qualificativa,
ou seja, adjetiva; e nesta forma ganha uma conotação de chamado. Entra no fórum
legal com o nome “Advogado”.
No AT:
Os “Consoladores” de Jó são chamados de “paraklêtos” (PL. em
Jó 16.2 LXX; Áquila e Teodócio têm Paraklhtoi,
paraklêtos).
No NT:
Enquanto na sua origem, o paraklêtos, tem um conotação
passiva, ou seja, ele é chamado pela pessoa que quer ser consolada por ele. No
Novo Testamento, o paraklêtos é enviado. Como podemos ver nos textos de João
14.26; 15.26; 16.17.
Ele não só traz uma palavra a favor de alguém, mas, também,
traz ajuda ativa.
Assim, Jesus é o advogado que defende a nossa causa diante
do pai, como também nos consola com suas palavras benditas. 1joão 2.1.
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