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Programa Verdade e Vida

sábado, 27 de agosto de 2011

TEMPO É...


Tempo é...

Efésio 5.15-16
“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.”

Até o século XIX todo inglês tinha mania de regular os seus relógios constantemente para que o tempo estivesse exatamente cronometrado para que não se atrasassem em seus compromissos e também para não perderem tempo. Quando Albert Einstein apresenta ao mundo a Teoria da Relatividade em 1905, deixa a todos os fanáticos pela ‘cronometragem Perfect’ atônitos e desnorteados, pois eles perceberam que o tempo (kronos=cronos) não é exatamente aquilo que estamos vendo ou vivendo, ou seja, o tempo é relativo. Desta forma o foco muda, o tempo deixa de ser um senhor imperativo e passa a ser um servo submisso, onde deve servir a produtividade e os interesses das grandes indústrias. Toda a produção é cronometrada para que a lucratividade cresça como um ‘relógio’.
No presente século vemos a escravidão do homem moderno ao relógio voltando e expressões como “tempo é dinheiro”, “estou sem tempo” e “estou atrasado”, voltando à linguagem atual. As Escrituras nos advertem para andarmos em prudência e sabedoria. E no contexto de Efésios 5, essa sabedoria e prudência se resume em uma frase: saber administrar nosso tempo. No versículo 16 Paulo diz: remindo o tempo (exagorazomenoi ton kairon), que numa tradução melhorada seria “aproveitando a oportunidade do tempo”. Tempo neste texto é Kayrós, cronômetro, tempo de Deus. Em outras palavras Deus afirma que a pessoa sábia e prudente tem como uma de suas características (entre outras) ser um bom administrador o tempo que Ele nos deu, do seu dia.
Aproveitar a oportunidade do tempo é criar prioridades, ter objetivos e realizar com maestria seu ministério. Para isso você tem que se fazer algumas perguntas: primeiro, como anda minha escala de valores? Estou dedicando tempo para ter comunhão com Deus? Pois tenho que ter Deus com o mais alto grau de importância. Minha família tem recebido minha atenção? Ou mesmo, a atenção devida? Pois não posso deixar as sobras do meu dia para os de casa, como se estivesse oferecendo migalhas de pão aos pombos. Na minha escala de valores minha família é meu maior ministério. Além de Deus e minha família, tenho que me perguntar sobre meu serviço na casa do Senhor. Este é o terceiro item nas prioridades em minha vida. Segundo, quais os objetivos que tenho em minha vida? Sempre que falamos em objetivos parece que tudo se resume a dinheiro, mas a convocação que Deus faz para nós não é para acumularmos tesouros na terra e sim nos céus. Desta forma, seguindo o primeiro item, nosso objetivo é glorificar a Deus exercendo nossos ministérios para glória do Seu nome. Se fizermos isso teremos uma vida de objetivos atingidos. Terceiro, tenho feito com maestria tudo aquilo que sou convidado a fazer? Aproveitar o tempo é fazer com dedicação, amor e excelência os deveres que chegam a minhas mãos. Deus é glorificado quando aproveitamos o nosso tempo fazendo nossas atividades da melhor forma possível.
Desta forma, seremos homens e mulheres prudentes e sábios, pois ao invés de perdermos tempo com coisas inúteis e sem edificação, estaremos glorificando a Deus aproveitando o nosso tempo da melhor forma possível. E a melhor forma é fazendo tudo focando honrar aquilo que o Senhor colocou em nossas mãos.

by Rev. Gedeon Martins

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Parabéns!!!


TENHO 30 e NÃO ESTOU COMPLETO

Estou plenamente certo que aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”. Filipenses 1.6

Em 1981 dar-se início a uma história de lutas e vitórias na cidade de Caruaru, uma criança surge em meio a dificuldades, em um tempo de guerra fria, em um lar carente de recursos. A criança cresce, leva alguns “tropeções”, ergue-se, firmas os pés e torna-se uma referencia para aqueles que estão ao seu redor. A Igreja do Kennedy, neste mês de Agosto de 2011, chega aos seus trinta anos de vida como a criança que cresceu, amadureceu, mas que ainda não está completa. Paulo escreve aos irmãos de Filipenses lembrando a estes que nunca uma igreja estará completa até ao Dia da volta do Senhor.
Aparentemente saber que você é uma obra incompleta pode causar incomodo, tristeza, ou desanimo, porém a intenção do apóstolo não é essa. Paulo que ensinar aos irmãos de Filipos que estes (assim como nós) são foco da ação de Deus constantemente. No versículo que lemos a expressão “que começou a boa obra...” demonstra uma ação concentrada de Deus na vida daqueles que são objetos de Sua ação. Isso significa, em primeiro lugar, que a maior preocupação de Deus e maior dedicação da Sua providencia está nas pessoas que compõem a Igreja. Segundo, que nós precisamos da edificação Divina para crescer. Terceiro, que enquanto estivermos neste corpo (pecaminoso e sujeito a erros) nunca estaremos prontos e sempre carentes de constante manutenção espiritual.
A obra em construção que somos terá um contorno plenamente definido quando nos encontrarmos com Jesus Cristo na glória. E é importante frisar a conotação deste versículo sobre a idéia de perfeição. Para Paulo, a nossa perfeição não é a mesma de Deus. A perfeição do Theos (Deus em Grego) é resumida na sua soberania e auto-suficiência, enquanto a nossa (segundo o original de Filipenses 1.6) diz respeito à completa definição (como um desenho) dos traços de quem somos. Só seremos, em outras palavras, uma obra pronta, finalizada e com linhas assimétricas plenamente definidas quando estivermos com o nosso autor, aquele que sem pincel fez de nós a mais bela obra de arte.
Por isso louvemos a Deus por 30 anos de história inacabada da IEC do Kennedy, pois estamos sendo o foco da ação concentrada de Deus. Lutando contra nossa natureza e vencendo as tentações das fábulas da nossa era. Espero a vinda do Nosso Senhor para assim nos tornamos um quatro pronto de cores vivas e eternas.
Parabenizo a todos os irmãos, que assim como eu, nasceram no ano de 1981 e tem a honra de fazer 30 anos junto com a nossa amada Igreja. Deus nos abençoe!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Imagem. Gramática Koinê.

EIKON, SIGNIFICADO, NOVO TESTAMENTO, GREGO, PALAVRA, IMAGEM
“Imagem”, “semelhança”, “forma”, “aparência”

CL eiken, deriva de eoika, que tem a força do tempo verbal do presente, e se traduz “ser semelhante”, “ser como” (da forma rara eike, atestada por Homero, e que significa “pareceu bom”, “apareceu”); significa “imagem”, “cópia”: (a) uma “pintura”; “estatua”, “figura” numa moeda, “figura” de um deus; (b) “comparação”, “símile”,(c) “imagem”, “semelhança”, “representação”. Conforme o pensamento gr., uma “imagem” participa da realidade daquilo que representa. A essência da coisa aparece na imagem, e.g., a própria divindiade está presente e operante na sua imagem (cf. a magia e os milagres operados através das imagens).

AT eiken se emprega para 5 palavras heb. diferentes, inclusive pesel (Is 40;19-20), tebunah (Os 13:2), demut (Gn 5:1), e semel e sêmel (Dt 4:16; 2 Cr 33:7), mas sua principal ocorrência é para traduzir selem (Gn 1:26-27; 5:1, 3; 9:6; 1 Sm 6:22; 2 its 11:18; Si 39[346; 73[72]:20; Ez 7;20; 16:17; 23:14; Dn 2:31) e selem (Dn 2:31;34-35; 3:1-18). Não tem equivaleirte heb. em Sab. 2:23, 7:26, 13:13, 16;14:15 17; 15:5; 17:21; Sir, 17:3,11, no período mosaico, eram totalmente proibidas as imagens (Ex 20:4; Dt 27:5). Isto porque a imagem não era a totalidade da realidade, e só confundiria o relacionamento de Israel com o Deus verdadeiro (Dt 4:16; 2 Rs 11:18). Entre os vizinhos de Israel, a imagens de um deus servia como meio de controlar o deus. Era uma fonte de poder nas mão do sacerdote nos seus relacionamentos com a divindade (cf. K. H. Bernhardt, Gott und Bild, 1956). Israel aprendeu a zombar da fabricação dos ídolos (Is 40:19-20), como também a ter terror deles (Ez 7:20; 8:5; 16:17; 23;14). Estas duas linhas de pensamento podem ser percebidas em Dn caps. 2 e 3, (--> Deutero-Isaías, Glossário.)

Em contraste com isto, o relacionamento entre Israel e Deus se baseia na Sua aliança e na Sua palavra. As imagens religiosas nada podem revelar da Sua natureza eidolon. Somente o homem pode ser chamado a “imagem” (selem) de Deus (Gn 1:26-27; 5:1 e segs.; 9:6). O alvo e o propósito da imagem de Deus no homem é o domínio sobre o mundo. “Deus colocou o homem no mundo como sinal da Sua própria autoridade, a fim de que o homem sustentasse os direitos de Deus como Senhor” (G. von Rad, Teologia do Antigo Testamento, I, 1973, 154; cf. Si 8:5-6; Sir. 17:3-4). (PPTZ1 Gn 1:26-27 declara que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, sem porém, explicar tal declaração. Parece claro, no entanto, à luz do conceito vetero-testamentirio do homem e a mulher, que os termos imagem e semelhança são sinônimos e referem-se ao ser humano como um todo:

Espiritualidade, razão, emotividade, moralidade, relacionamento extrasexual. Nos dizeres de von Rad, “a fé em Javé no considerou jamais Deus Como antropomorfo, mas, pelo contrario, encarou o homem como teomorfo” (op. cit., 153).

Gn 5:3 declara que Adão gerou Sete “em sua semelhança, conforme a sua imagem.” Muitas vezes tem se usado este verso como base para a idéia da perda da imagem de Deus pelo homem por causa do pecado. Gn 9:6, por sua vez, é reivindicado em defesa da tese contrária. Parece-me que este debate é estéril. O fato da Queda mostra a origem do pecado humano, o qual ocasionou a expulsão do homem da presença de Deus. Tendo o conceito acima sobre a imago Dei, é claro que o pecado a afetou serlamente, muito embora não a tenha destruído, o que seria impossível. Se tal acontecesse, o homem deixaria de ser homem, seria corno os animais. De qualquer forma, a imago Dei já não mais é vista perfeitamente no homem em virtude do pecado. (cf. D Kidner, Genesis, 19812,47-49, 75; A. A. Jones,NDB, 740.)

A idéia de a queda desfigurar a imagem de Deus se subentende em Sab. 2:23 (et Sab. 13-15). O judaísmo rabínico não questionava a imago Dei (“imagem de Deus”) em príncipio. Mesmo assim, considerava-se que ela, devido ao pecado do indivíduo, podia ser diminuída ou até perdida (cf. G. Kittel, TDNT II, 392 e segs.)

NT Em Mt 22:20; Mc 12:16; Lc 20:24, emprega-se eikõn da “imagem” do imperador sobre o denário. Os judeus piedosos odiavam estas moedas, não somente porque subentendiam a quebra do segundo mandamento, como também porque era o retrato de um soberano estrangeiro. (Sobre esta passagem, ver J. D. M. Derrell, “Render unto Caesar” em The Zealots and Jesus, ed. C. F. D. Moule e E Banimod [no prelo]; César.)

No Apocalipse, a imagem da besta (13:14; Animal; Número) uma imagem cultual (talvez aquela do imperador, ou do Nero redivivus [cf. R. H. Charles, The Revelation of St. John, ICC, I, 1920, 3601). A adoração dela acarreta a apostasia. O Mundo clássico tinha um conceito de imagens dos deuses que falavam e se movimentavam (Ap 13:15); cf. Charles, (op. cit., 361).

Em Hb 10:1 eikon significa a forma verdadeira das coisas boas que hão de vir, forma esta que surgiu em Cristo, em contraste com a Lei que é mera sombra deste coisas. Em 2 Co 4:4 e Cl I :15, declara-se que Cristo é a imagem ou semelhança de Deus. Em Cristo, vemos a Deus (cf. Jo 149). Ao participar em Cristo, o homem ganhou de volta a imagem de Deus (Rm 8:29) que era o propósito original de sua criação (1 Co 11:7). Cristo realizou o destino do homem no sentido de ser a imagem de Deus que foi desfigurada mediante o pecado. Em comunhão com Cristo, somos transformados para ser imagem dEle (Ef 4:24; Cl 3:10). Paulo pode falar desta transformação como sendo um acontecimento presente (2 Co 3:18; Ci 3:10), e também como um evento escatológico, ainda no futuro (1 Co 15:49; Fp 3:21). “Como todos os dons dos quais os cristãos participam, o eikón é aparchen [“primícias”, Sacrifício. Isto significa que já agora é assim, mas que também ainda ha de ser” (G. Kittel. TDNT Ii, 397). Tg 3:9 repete a declaração do VT de que o homem foi criado semelhante a Deus.

O. Fleder

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